No dia 27 de abril visitamos o Museu de Arte Contemporânea e Jardim Botânico do Inhotim. A parte da manhã foi destinada a visitação de uma galeria específica - cada grupo tinha uma galeria - e a parte da tarde foi livre.
Inicialmente fomos para a galeria designada para meu grupo, Valeska Soares, porém ela estava fechada e tivemos que encontrar outra galeria. Por isso, visitamos algumas galerias até encontrar a Galeria da Fonte que foi onde realizamos nosso trabalho. Finalizando o tempo, fomos até o ponto de encontro, fizemos uma roda de conversa com os professores e seguimos para visitar as demais galerias do Inhotim.
Particularmente a segunda parte foi mais prazerosa, não apenas pela liberdade de escolha, mas pela despreocupação com observar o espaço de acordo com o roteiro proposto, o que permitiu uma experiência mais imersiva nas obras. Além disso, o caráter contemplativo da obra da Galeria da Fonte (era proibido tocar na exposição) desencorajava a interação com a ideia proposta. Por outro lado, galerias como o Tunga e a Cosmococa, que propunham uma musicalidade ao ambiente, um direcionamento do visitante por meio das obras, convidando-o a fazer parte delas, foram bem mais interessantes, estimulantes e imersivas. A própria galeria da Adriana Varejão, mesmo sendo contemplativa, também proporcionava uma experiência ao visitante que não existia na da Fonte. Já com relação ao espaço natural do Inhotim, destaca-se a beleza das paisagens ainda que seja uma natureza artificial e o isolamento que ele proporciona aos visitantes. Entrar dentro do Instituto é como adentrar uma realidade paralela proposta pelos artistas, o que a diferencia de visitar o Circuito da Liberdade, por exemplo, que se localiza no centro de Belo Horizonte e, por isso, permite um diálogo muito maior com o universo externo.

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